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lundi 7 mars 2011

"Àguas de Março " o bossa nova


Ce soir, mon âme vagabonde quelque part au pays de la bossa nova et une chanson me vient immédiatement à l’esprit… "Àguas de Março". 
Pas vraiment une nouveauté, non, non, créée en 1972 par le grand Antonio Carlos (Tom) Jobim et enregistrée à l’époque en duo avec la magnifique Elis Regina.
Elle fut reprise par de nombreux artistes brésiliens ou des quatre coins de la planète et traduites en plusieurs langues, mais ma version préférée reste quand même celle de ces deux grands interprètes.
Plus récemment, Stacey Kent l’a reprise en français, j’aime bien sa voix.
Voici donc "Àguas de Março", versions Elis et Tom, Elis toute seule et Stacey Kent.
Y a comme un petit air de printemps, on dirait !

A Elis Regina et Tom Jobim, duas estrelas no céu...








É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida é o sol
É a noite é a morte, é um laço é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, Candeia, é o matita-pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É um mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da Cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto um desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, 
É uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte,
É um sapo, é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
E a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte  
É um sapo, é uma rã

É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida  no teu coração
-Pau, -Edra, -Im, -Inho

-Esto, -Oco, -Ouco, -Inho

-Aco, -Idro, -Ida, -Ol

-Oite, -Orte, -Aço, -Zol
São as águas de março fechando o verão 
É a promessa de vida no teu coração


1 commentaire:

jean-michel a dit…

coucou c'est un test de chez test ! viva as aguas de Março !

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